Os transtornos ansiosos na infância são um dos mais comuns transtornos psiquiátricos só ficando atrás apenas para transtorno do déficit da atenção e hiperatividade (TDAH). Estima-se que 10% das crianças ou adolescentes sofrem com algum transtorno ansioso, e mais de 50% das crianças com ansiedade poderão desenvolver um episódio depressivo como comorbidade.
Exceto o transtorno do estresse pós traumático (TEPT) onde as causas advêm de um fator externo, os transtornos ansiosos na infância, as crianças, apresentam maior risco de desenvolverem tais sintomas, quando os pais também apresentam algum de ansiedade ou de depressão, ficando evidente assim como a maioria dos transtornos psiquiátricos, que os transtornos ansiosos estão associados ao neurodesenvolvimento na qual tem uma pré-disposição genética.
Ao contrario do adulto, as crianças têm muita dificuldade de reconhecerem os sintomas, principalmente as crianças na primeira infância. Os principais sintomas estão relacionados a problemas comportamentais, sociais e ambientais, assim como problemas na escola.
Há diversos tipos de transtornos ansiosos na infância, os mais comumente diagnosticados pelos médicos são: o transtorno de ansiedade de separação com prevalência de 4%; transtorno de ansiedade generalizada com 4,6% e as fobias especificas com 3,3%. Há também as menos comumente diagnosticadas, que são: a fobia social com prevalência de 1% e o transtorno de pânico com 0,6%. Com relação a prevalência dos sexos, de modo geral, o transtorno ansioso é equivalente em ambos os sexos, exceto apenas, na fobia especifica, transtorno do estresse pós traumático e transtorno de pânico que tem maior predominância no sexo feminino. É importante ressaltar ainda, que o transtorno de ansiedade generalizada e a fobia especifica são mais comuns em crianças menores, enquanto, o transtorno de pânico é mais comum diagnostico em adolescentes e quando não tratados, podem apresentar um curso crônico, se estendendo a vida adulta.
Apesar do diagnóstico ser semelhante ao de adultos, o tratamento se diferencia. O tratamento envolver a identificação dos sintomas, e a intervenção está voltada para orientação familiar (pais e crianças/adolescentes), em alguns casos há tratamento com psicofarmacos de acordo com avaliação medica, bem há também a indicação para
psicoterapia. De acordo com estudos, as intervenções psicológicas apresentam boa eficácia, embora não comprovadas cientificamente, no prognóstico bom do curso do transtorno, pois trabalha com a conscientização e aceitação, bem como, no estabelecimento de estratégias de enfrentamento.
Psicóloga Clínica atua na abordagem psicanalítica com crianças, adolescentes e adultos. Juliana é especialista em Neuropsicologia com formação em Reabilitação Cognitiva pela USP. Trabalha com atendimentos e orientação aos pais.
Atua no Espaço Camila Ferreira com atendimentos na unidade de Bragança Paulista e realizando avaliações nas duas unidades.