A dependência química é uma das questões de saúde que mais fica alarmante com o passar dos anos, cada dia que passa os jovens começam mais cedo a fazer uso de álcool e outras drogas, os motivos são diversos, mas vamos observar o momento de adoecimento que a sociedade no geral vem passando, com isso algumas pessoas encontram nas substâncias químicas formas de “fugir” dessa difícil realidade.
Quando nos deparamos com a situação de um familiar dependente químico é muito comum direcionar todos os cuidados para o dependente em si, esse movimento é muito natural, até porque ele precisa realmente de muitos cuidados, de ordem emocional, psicológica, entre outros. Mas e o familiar? Quais os cuidados necessários?
É fundamental entender que quando um dependente está em tratamento a família precisa se cuidar também, até porque os envolvidos sofrem muito, antes, durante e após o tratamento. Sofrem primeiro porque estão vendo um ente querido passar por um momento muito difícil e porque aprendem a “conviver” com aspectos desagradáveis como por exemplo: a perda da confiança no ente familiar, cria-se uma atmosfera de receio constante com as atitudes do dependente.
Um aspecto importante a ser trabalhado com o familiar é o emocional, por meio de psicoterapia, grupos de apoio. Importante porque ele precisa não só adquirir novos hábitos em relação ao dependente (pois não é possível esperar mudanças por parte do dependente, sem que tenha mudança no entorno), como também voltar-se para si mesmo e assim romper o ciclo da codependência, ciclo esse no qual o familiar tem dificuldade em não “cuidar” de alguém, sendo assim, vive-se a vida do dependente deixando de lado a própria vida, se privando de momentos de lazer e diversão.
Portanto hoje se você tem próximo a você alguém que passa por isso, procure ajuda, dos órgãos competentes para o dependente e de profissionais de sua confiança para você, para que ambos cuidem de sua saúde neste momento delicado da vida.
Formada em Psicologia pela Universidade de Guarulhos. Pós Graduada em Avaliação Psicológica. Atua na abordagem psicanalítica com adolescentes e adultos. Trabalhou em hospital psiquiátrico e hoje atende em consultório pacientes com dependência química e suas comorbidades.