O corpo como palco das representações do inconsciente

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Acompanhamos diariamente as diversas formas de representação que o ser humano traz para seu corpo, sejam em cuidados ou em sofrimento, acompanhamos as diversas somatizações que o inconsciente não dá conta e assim se mostram em forma de dor física. Acompanhamos padrões físicos e de “beleza” que ditam às mulheres os sacrifícios que elas “devem” fazer em prol de um padrão, padrão este que não necessariamente é de saúde e que acaba por levar diversas pessoas as salas de cirurgias se submetendo a riscos, dores e por vezes a procura por uma nova identidade física, como procura por satisfação e até por felicidade.  

Batemos de frente com as questões de autoestima representadas em cirurgias plásticas, quadros de vigorexia, e até as famosas anorexia e bulimia. 

Nos esbarramos na dor psíquica querendo achar formato, querendo se manifestar algumas vezes em forma de psoríase ou afins. 

O corpo mostra, estampa, como estamos, e quando se tenta esconder como está verdadeiramente ele quase sempre dá um jeito de exibir, exibir a compulsão alimentar ou a compulsão pela vaidade, exibir a tão famosa questão de pele que sem achar motivo o profissional apenas fala: é emocional. 

O corpo muitas vezes mostra o que o Psíquico não dá conta, mostra o momento em que o psíquico sucumbe, e por isso aqui trato estas questões como representações do inconsciente. 

Quero com este texto convidá-lo a refletir, refletir no que está difícil de carregar sozinho, no que quase já não está dando conta, refletir no quanto nós enquanto sociedade reproduzimos e idealizamos padrões físicos que podem trazer tanto sofrimento a quem os tem e a quem os deseja. 

Refletir no que levamos para o nosso físico, para o nosso corpo e o que fazemos dele. 

Refletir o quanto o psíquico precisa de ajuda e atenção. E se ele precisa tanto disso, então vamos procurar.

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