O que e quando escolher?
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13 de fevereiro de 2018
O medo é uma reação natural, que nos fazem paralisar ou apresentar mecanismos de fuga. Essa reação é esperada em crianças, que tem diferentes formas de expressar esse sentimento em cada etapa de sua vida e neste artigo são citados os medos esperados por cada fase da infância.
O MEDO EM CADA FASE DA INFÂNCIA
O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é que são elas. Então, como ajudar a criança a enfrentar seus medos, desde os primeiros anos de vida?
A ideia com este post é dar subsídios para que você possa ajudar os pais a entenderem melhor os medos infantis, sabendo que eles são importantes para o desenvolvimento de seus filhos. Aliás, na dose certa, o medo é nosso aliado para a vida toda, porque nos alerta de algum risco que estamos correndo. Na infância, esse sentimento é uma resposta emocional frente a uma situação inédita e a capacidade de dominá-la.
A criança diz para o adulto que está com medo do monstro. O adulto sabe que monstros não existem, mas a criança não, porque ela ainda mistura realidade e imaginação. Dizer a ela que monstros não existem não irá acalmar o seu temor. Nesse momento, o importante é acolher e mostrar que ela está protegida e em segurança.
Outro comportamento que não agrega é menosprezar ou ridicularizar o medo, dizendo à criança que o que ela sente é bobagem, que ela é covarde ou algo do tipo. O sentimento dela é legítimo e precisa ser acatado.
Os medos infantis são mais intensos entre quatro e seis anos e começam diminuir aos sete, quando a criança tem mais subsídios para entender acontecimentos e situações.
Esse medo tende a aumentar diante do novo, como a mudança de casa, de escola, separação dos pais, morte de um familiar, ou quando a criança fica muito exposta a informações perturbadoras como guerras e sequestros.
No quadro a seguir, um resumo dos medos prováveis em cada fase da Primeira Infância (período da gestação aos seis anos):
Até os 6 meses – medo de ruídos fortes ou gerado pela sensação da perda de segurança.
7 aos 11 meses – a criança começa a distinguir rostos familiares. Pessoas estranhas tendem a assustá-la. Pode também ter medo de altura.
1 ano – medo de ficar longe dos pais, temendo que desapareçam. Esse medo começa nessa fase e se intensifica nos próximos três anos.
2 anos – a criança começa a entender a relação causa-efeito e experimenta sua falta de controle sobre o mundo, temendo barulhos altos como trovões, trens, aspiradores, além de médico, objetos grandes e criaturas imaginárias.
3-4 anos – a imaginação é muito fértil, por isso tem muito medo, especialmente de máscaras ou rosto coberto (palhaço, pessoas fantasiadas), escuro, monstros, insetos e de ficar sozinho.
5 anos – os medos são mais concretos: se machucar, trovão, ladrão, medo de cachorro e de se perder dos pais.
6-7 anos – nesse estágio do desenvolvimento seu senso de realidade é mais claro, porém ainda possui uma imaginação criativa, com medo de bruxas, fantasmas, tempestades, de dormir sozinho ou que algo ruim aconteça aos seus pais.
Artigo original
Fundação Maria Cecilia
Psicóloga, mestre em ciência da saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Psicologia hospitalar e em psicologia Clínica Winnicottiana. Atende crianças, adolescente e adultos. Atualmente esta fazendo somente atendimentos on-line pelo Espaço Camila Ferreira.