{"id":916,"date":"2019-02-19T15:00:06","date_gmt":"2019-02-19T17:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocamila.wordpress.com\/?p=916"},"modified":"2020-11-05T17:55:48","modified_gmt":"2020-11-05T20:55:48","slug":"tea-transtorno-do-espectro-autista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacocamilaferreira.com.br\/?p=916","title":{"rendered":"TEA &#8211; Transtorno do Espectro Autista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Vamos falar sobre o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Tenho observado uma crescente procura para atendimento psicol\u00f3gico crian\u00e7as, adolescentes ou adultos com TEA. Esse aumento de demanda est\u00e1 ligado a v\u00e1rios fatores, por\u00e9m, proponho neste texto discutir a respeito da epidemiologia do TEA, sua hist\u00f3ria at\u00e9 os dias de hoje. Voc\u00ea sabe o que \u00e9 o TEA?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em uma pesquisa realizado por Posar e Visconti (2016, p. 112) na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMed) sobre as mais recentes descobertas relevantes sobre as poss\u00edveis causas do Transtorno do Espectro do Autismo, foi poss\u00edvel contatar um aumento da preval\u00eancia dos diagn\u00f3sticos onde afirmam: \u201cEstudos epidemiol\u00f3gicos mostraram, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, um aumento dr\u00e1stico na preval\u00eancia de TEAs, que, nos \u00faltimos anos, atingiram 1-2% das crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Estudos realizados no Brasil, em Santa Catarina e no interior de S\u00e3o Paulo, na cidade de Atibaia, por Rossi et al (2018, p. 3319 ) foi poss\u00edvel contatar a estimativa da preval\u00eancia de pessoas com TEA. Em Santa Cataria, a preval\u00eancia neste estudo era de 1,31 autistas a cada 10.000 pessoas e em Atibaia, foi realizada uma pesquisa com 1.470 pessoas, onde foi poss\u00edvel constatar uma preval\u00eancia de 0,88 % de casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Falando sobre a hist\u00f3ria do TEA, antes mesmo de se utilizar a termologia da palavra Autismo, ele era denominado pelos estudiosos da \u00e9poca como um dos principais sintomas da esquizofrenia, e a partir de 1911, que houver a primeira descri\u00e7\u00e3o dos sintomas atrav\u00e9s dos estudos do psiquiatra Eugen Bleuer (Dias, 2015, p. 308).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Segundo Dias (2015) dois principais autores foram respons\u00e1veis por publicaram estudos sobre as caracter\u00edsticas e sintomas aut\u00edsticos, Johann Hans Friedrich Asperger e o psiquiatra Leo Kanner. Segundo esse mesmo autor citado acima, Kanner afirmava que os sintomas aut\u00edsticos j\u00e1 eram poss\u00edveis de ser identificado precocemente em crian\u00e7as. Atrav\u00e9s de seus estudos sobre a psicose infantil, Kanner focado no diagn\u00f3stico precoce, apresentou a primeira classifica\u00e7\u00e3o do autismo infantil, onde descrevia caracter\u00edsticas que se diferenciava dos esquizofr\u00eanicos de crian\u00e7as com dificuldades contato afetivo-social j\u00e1 nos primeiros anos de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na mesma \u00e9poca, segundo Dias (2015) Hans Asperger, publicou estudos sobre a Psicopatia Aut\u00edstica Infantil, onde fez men\u00e7\u00e3o de estudos com crian\u00e7as com as mesmas dificuldades de intera\u00e7\u00e3o social, por\u00e9m, que mantinham intelig\u00eancia e linguagem preservadas, e os sintomas s\u00f3 eram poss\u00edveis de serem identificados ap\u00f3s o terceiro ano. Ele acreditava que embora todas as dificuldades apresentadas pelas crian\u00e7as, atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o psicoeducacional seriam adultos bem-sucedidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Segundo Dias (2015) somente ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o desses dois autores que surge a autora Lorna Wing, que em 1991, foi respons\u00e1vel por publicar estudos onde unificou as teorias de Kanner e Asperger, afirmando que, os dois autores falavam a respeito da mesma anormalidade, onde a partir de suas publica\u00e7\u00f5es, o autismo passa a ser conhecido. Ela foi uma das respons\u00e1veis por dissipar a nomenclatura do autismo e a falar a respeito do espectro. Segundo Dias (2015, p. 309-310).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ao decorrerdesse processo, foi poss\u00edvel identificar tamb\u00e9m mudan\u00e7as no Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais, onde na primeira\u00a0 segunda edi\u00e7\u00e3o do livro inseria o autismo como esquizofrenia de in\u00edcio na inf\u00e2ncia; na terceira edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m houve uma nova mudan\u00e7a onde, englobava o autismo, como dist\u00farbios invasivos do desenvolvimento; na quarta edi\u00e7\u00e3o houve novas altera\u00e7\u00f5es onde o autismo foi considerado como dist\u00farbio global do desenvolvimento; e nos dias atuais, na quinta edi\u00e7\u00e3o, o autismo \u00e9 considerado e inserido nos Transtornos do Neurodesenvolvimento (Dias, 2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0Segundo Manual Diagn\u00f3stico dos Transtornos Mentais DSM V, o transtorno do espectro autista, tem in\u00edcio no per\u00edodo de desenvolvimento onde h\u00e1 preju\u00edzos em todas as \u00e1reas (social, pessoal, ad\u00e2mica e profissional) e \u00e9 caracterizado por d\u00e9ficits na comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o social, tanto na comunica\u00e7\u00e3o receptivas quanto expressivas em v\u00e1rios contextos; presen\u00e7a de comportamentos repetitivos e restritos (DSM-V, 2014).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por fim, neste caso, pensando em como se d\u00e1 o diagn\u00f3stico, apesar das classifica\u00e7\u00f5es terem como base os manuais diagn\u00f3sticos (DSM e CID), devido as altera\u00e7\u00f5es significativas no decorrer do processo a respeito da classifica\u00e7\u00e3o do Transtorno do Espectro Autismo, e por n\u00e3o haver um marcador biol\u00f3gico definido, nos dias de hoje, em virtude da atual classifica\u00e7\u00e3o, o diagn\u00f3stico passa a ter um car\u00e1ter dimensional abrangendo um maior n\u00fameros de indiv\u00edduos, desde casos mais leves e casos mais graves, onde o olhar clinico tamb\u00e9m passa a ter maior import\u00e2ncia para defini\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico (Bosa; Teixeira; Orgs, 2017. p. 9).<\/p>\n<h5 style=\"text-align: left;\"><em><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS <\/strong><\/em><\/h5>\n<h5><em>DIAS, Sandra. Asperger e sua s\u00edndrome em 1944 e na atualidade. <strong>Rev. Latinoam. Psicopat. Fund.,<\/strong>S\u00e3o Paulo, 18(2), 307-313, jun. 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rlpf\/v18n2\/1415-4714-rlpf-18-2-0307.pdf\">http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rlpf\/v18n2\/1415-4714-rlpf-18-2-0307.pdf<\/a>&gt; Acessado em: 19 novembro de 2018.<\/em><\/h5>\n<h5><em>BOSA, Cleonice Alves; TEXEIRA, Maria Cristina T. V.; ORGS. Autismo: Avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e neuropsicol\u00f3gica: <strong>Conceitua\u00e7\u00e3o do Espectro do Autista: defini\u00e7\u00e3o e epidemiologia. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Hogrefe; 2017. p. 9.<\/em><\/h5>\n<h5><em>BOSA, Cleonice Alves; TEXEIRA, Maria Cristina T. V.; ORGS. Autismo: Avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e neuropsicol\u00f3gica: <strong>Fun\u00e7\u00f5es neuropsicol\u00f3gicas em crian\u00e7as e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Hogrefe; 2017. p. 166.<\/em><\/h5>\n<h5><em><strong>Manual diagn\u00f3stico e estat\u00edstico de transtornos mentais:<\/strong>DSM-5. Tradu\u00e7\u00e3o: Maria In\u00eas Corr\u00eaa Nascimento. Porto Alegre: Artmed; 2014. 5ed. p. 50-51.<\/em><\/h5>\n<h5><em>Rossi, L\u00edvia Peluso; LOVISI, Giovanni Marcos; ABELHA, Lucia; GOMIDE, Marcia. Caminhos Virtuais e Autismo: acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade na perspectiva da An\u00e1lise de Redes Sociais. <strong>Ci\u00eanc. sa\u00fade coletiva<\/strong>. vol.23 no.10 Rio de Janeiro out. 2018. Dispon\u00edvel em:&lt;<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232018001003319&amp;lng=pt&amp;tlng=pt\">http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232018001003319&amp;lng=pt&amp;tlng=pt<\/a>&gt;. Acessado em: 26 de novembro de 2018.<\/em><\/h5>\n<h5><em>POSAR, Annio; VISCONTI, Paola. Autism in 2016: the need for answers. <strong>J Pediatr<\/strong>. Rio de Janeiro. 2017. p.111-119. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/jped\/v93n2\/pt_0021-7557-jped-93-02-0111.pdf\">http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/jped\/v93n2\/pt_0021-7557-jped-93-02-0111.pdf<\/a>&gt;. Acessado em: 26 de novembro de 2018.<\/em><\/h5>\n<h6><\/h6>\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos falar sobre o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Tenho observado uma crescente procura para atendimento psicol\u00f3gico crian\u00e7as, adolescentes ou adultos com TEA. 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