{"id":1076,"date":"2019-07-30T14:00:56","date_gmt":"2019-07-30T17:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacocamila.wordpress.com\/?p=1076"},"modified":"2020-11-04T19:39:12","modified_gmt":"2020-11-04T22:39:12","slug":"sindrome-de-burnout-e-o-desafio-do-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacocamilaferreira.com.br\/?p=1076","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Burnout e o desafio do diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">De origem inglesa, a palavra burnout pode ser traduzida como \u201cqueimar-se por completo\u201d. O termo foi criado pelo psicanalista alem\u00e3o Herbert Freudenberger (1926-1999) em 1974. De acordo com a OMS (por meio da CID-11), \u201cburnout \u00e9 uma s\u00edndrome conceituada como resultante do stress cr\u00f4nico no local de trabalho que n\u00e3o foi gerenciado com sucesso. Caracteriza-se por tr\u00eas dimens\u00f5es: sentimentos de exaust\u00e3o ou esgotamento de energia; aumento do distanciamento mental do pr\u00f3prio trabalho ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao pr\u00f3prio trabalho; e redu\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia profissional.\u201d<\/p>\n<p>Essa defini\u00e7\u00e3o j\u00e1 aparecia na CID-10, ou seja, a OMS j\u00e1 tratava com bastante aten\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia a s\u00edndrome de burnout. O que est\u00e1 mudando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 s\u00edndrome de burnout da CID-10 para a CID-11 \u00e9 a inclus\u00e3o de uma defini\u00e7\u00e3o mais precisa e o deslocamento da s\u00edndrome do cap\u00edtulo 21 da CID-10 (sob o c\u00f3digo Z73) para o cap\u00edtulo 24 da CID-11 (agora sob o c\u00f3digo\u00a0<a href=\"https:\/\/icd.who.int\/browse11\/l-m\/en#\/http%3a%2f%2fid.who.int%2ficd%2fentity%2f129180281\">QD85<\/a>), que passa a agrupar os \u201cfatores que influenciam o estado de sa\u00fade ou o contato com servi\u00e7os de sa\u00fade\u201c. Aqui est\u00e3o exatamente aqueles quadros que, embora n\u00e3o possam ser classificados como doen\u00e7a, necessitam de tratamento e cuidado por terem o potencial de incapacitar e gerar sofrimento para as pessoas.<\/p>\n<p>Aproximadamente um ter\u00e7o dos trabalhadores formais brasileiros sofrem com a s\u00edndrome e como a mesma n\u00e3o exige notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, o\u00a0Minist\u00e9rio da Sa\u00faden\u00e3o consegue mensurar quantos brasileiros a encaram hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os especialistas admitem que detectar a s\u00edndrome de burnout pode ser mais complexo do que parece, j\u00e1 que n\u00e3o existem\u00a0exames\u00a0de sangue e de imagem ou testes de resist\u00eancia f\u00edsica para flagr\u00e1-la. O diagn\u00f3stico vem de uma escuta atenta do paciente e de uma avalia\u00e7\u00e3o minuciosa de suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Isso \u00e9 determinante para n\u00e3o confundi-la com outras desordens mentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pensando a import\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e o estabelecimento de guias de conduta, burnout tem status equivalente ao de doen\u00e7a, podendo inclusive determinar o afastamento do trabalho por atestado m\u00e9dico. Mas h\u00e1 aqui um problema de terminologia. Burnout na verdade \u00e9 uma s\u00edndrome e n\u00e3o uma doen\u00e7a. Para que uma condi\u00e7\u00e3o seja classificada como doen\u00e7a, \u00e9 necess\u00e1rio que tr\u00eas crit\u00e9rios sejam satisfeitos: identifica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca da causa, sintomatologia espec\u00edfica e identifica\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas no organismo. A aus\u00eancia de qualquer um desses tr\u00eas crit\u00e9rios automaticamente impossibilita a inclus\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade no rol de doen\u00e7as oficiais, o que n\u00e3o significa que aquela condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o mere\u00e7a aten\u00e7\u00e3o e cuidados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De origem inglesa, a palavra burnout pode ser traduzida como \u201cqueimar-se por completo\u201d. O termo foi criado pelo psicanalista alem\u00e3o Herbert Freudenberger (1926-1999) em 1974. 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